Veja os animais que sofrem risco de extinção no Brasil e preocupa biólogos

A rica biodiversidade do Brasil é reconhecida mundialmente, abrigando uma variedade impressionante de espécies animais.

No entanto, essa riqueza está ameaçada, com vários animais enfrentando risco iminente de extinção. Biólogos e especialistas em conservação estão profundamente preocupados com a sobrevivência dessas criaturas únicas e essenciais para os ecossistemas brasileiros. 

Neste artigo, vamos ver cinco exemplos de animais que sofrem com esse perigo e as medidas necessárias para proteger suas populações.

Onça-Pintada (Panthera onca)

A majestosa onça-pintada, símbolo da biodiversidade brasileira, é uma das espécies mais ameaçadas. A perda de habitat devido ao desmatamento e a caça ilegal representam sérias ameaças.

Além disso, o conflito com humanos e atropelamentos também contribuem para a diminuição de sua população. A criação de reservas naturais e a aplicação rigorosa das leis de proteção da vida selvagem são vitais para a preservação dessa espécie icônica.

Ararinha-Azul (Cyanopsitta spixii)

A ararinha-azul, conhecida por sua coloração vibrante e raridade, enfrenta um risco extremamente alto de extinção.

O tráfico ilegal para o mercado de animais de estimação e a degradação de seu habitat natural no nordeste brasileiro contribuíram para a diminuição de sua população.

Esforços de conservação, como programas de reprodução em cativeiro e a restauração de habitats, estão sendo implementados para salvar essa espécie.

Foto: Patrick Pleul/dpa-Zentralbild/dpa Picture-Alliance/via AFP

Tartaruga Marinha (Família Cheloniidae)

As praias brasileiras são fundamentais para a reprodução das tartarugas marinhas, mas essas áreas estão sob constante ameaça devido à urbanização descontrolada, poluição das águas e captura incidental em redes de pesca.

Dentre as espécies mais ameaçadas estão a tartaruga-de-pente e a tartaruga-oliva. Iniciativas de monitoramento de ninhos, campanhas de conscientização e regulamentações mais rigorosas para a pesca são cruciais para proteger esses animais marinhos.

Muriqui (Brachyteles spp.)

Os muriquis, os maiores primatas das Américas, estão seriamente ameaçados devido à fragmentação de seu habitat florestal e à caça ilegal.

Eles desempenham um papel vital na dispersão de sementes e na manutenção da saúde das florestas tropicais. A criação de corredores ecológicos e a promoção do ecoturismo sustentável podem ajudar a garantir a sobrevivência desses primatas únicos.

Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus)

O lobo-guará, com sua pelagem ruiva e comportamento solitário, está ameaçado principalmente pela destruição de seu habitat natural de cerrado devido à expansão agrícola e urbana.

Sua presença é crucial para o equilíbrio do ecossistema, uma vez que atua no controle de populações de roedores.

A preservação de áreas de cerrado, juntamente com esforços para mitigar conflitos entre lobos-guarás e atividades humanas, é essencial para sua conservação.

Fonte: Internet

Além desses exemplos citados, muitos outros animais estão em perigo e são espécies nativas do nosso país.

O boto-cor-de-rosa que é bastante conhecido no folclore brasileiro pelas suas histórias misticas também está passando por essa fase, além do Cervo-do-pantanal e a Baleia-franca-do-sul.

O Peixe-boi-marinho também está incluído nesta lista já que essa espécie nativa do nosso país está na categoria de perigo pelos pesquisadores. Mais de 500 seres da espécie estão espalhados entre Amapá e Alagoas, acendendo um alerta para a natureza.

O instituto IUCN é o autor da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas e nela é mostrado por meio de categorias a situação de determinada espécie. Ela classifica entre “Pouco Preocupante” até “Extinta”, sendo dividida em subcategorias.

A luta pela sobrevivência dos animais em risco de extinção no Brasil é uma missão urgente que exige a colaboração de governos, organizações não governamentais, cientistas e a sociedade civil.

Através da implementação de medidas de conservação rigorosas, como a proteção de habitats, o combate à caça ilegal e o incentivo ao ecoturismo sustentável, podemos garantir que essas espécies valiosas continuem a enriquecer os ecossistemas brasileiros para as gerações futuras.

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